Trânsito intenso e ruído provocam críticas a motards na Madeira
O tradicional passeio de motards entre o Funchal e São Vicente volta a gerar polémica devido ao impacto negativo sentido por moradores e condutores.
Automobilistas queixam-se de filas e interrupções
O passeio anual alusivo ao Dia do Motociclista, que decorreu este domingo na Ilha da Madeira, gerou um elevado fluxo de trânsito entre o Funchal e São Vicente, levando a críticas de vários condutores que ficaram presos em longas filas nas principais vias de ligação entre concelhos.
Muitos automobilistas consideraram que faltou coordenação das autoridades para gerir o evento e minimizar os constrangimentos. “Ficámos parados durante mais de 40 minutos sem qualquer explicação”, relatou um condutor visivelmente irritado à nossa redação.
Ruído excessivo gerou queixas de moradores
Além do impacto no trânsito, várias queixas apontam o ruído das motas como motivo de desconforto, especialmente em zonas residenciais por onde passou o cortejo. Moradores de freguesias atravessadas pelo percurso dizem que as acelerações constantes e o barulho ensurdecedor fizeram tremer casas e edifícios.
“Foi como se estivesse a acontecer um terramoto”, descreveu uma residente de São Vicente. Vários idosos e bebés foram afetados psicologicamente, com episódios de nervosismo reportados por familiares. “A minha filha acordou em pânico com o barulho. Isto é inadmissível”, comentou outra moradora.
Críticas à escolha dos locais e à falta de limites
Para muitos cidadãos, o problema não está na realização do evento em si, mas sim na falta de adaptação dos espaços urbanos à dimensão crescente do evento. “Todos os anos são mais motas, mais ruído e menos consideração pelas pessoas que querem circular normalmente ou descansar”, sublinha um comerciante afetado pelo corte do trânsito.
A exibição de manobras com acelerações a fundo, tidas por muitos como espetáculo para os apaixonados por motas, é vista por outros como um desrespeito pela tranquilidade pública. Os críticos apelam a que futuros eventos sejam organizados em locais mais isolados e com rotas alternativas bem planeadas.
Autoridades ainda não se pronunciaram
Até ao momento, nem a PSP nem o Governo Regional da Madeira emitiram qualquer comunicado oficial sobre as queixas levantadas. No entanto, cresce a pressão para que haja um reajuste na organização de eventos com impacto significativo no quotidiano da população.
Muitos residentes pedem medidas mais rigorosas de controlo de ruído e melhor planeamento para minimizar os efeitos no trânsito e na saúde pública, sobretudo para os grupos mais vulneráveis como crianças e idosos.
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