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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Homem detido no Porto Santo por arremessar pedras e atacar a mulher e filho

Um caso grave de violência doméstica voltou a abalar a tranquilidade da ilha do Porto Santo, levando à detenção de um homem de 51 anos pela Polícia de Segurança Pública (PSP), na madrugada de 15 de Dezembro de 2025.

PSP chamada de urgência para situação de violência doméstica

Segundo informação oficial do Comando Regional da Madeira da PSP, as autoridades foram chamadas ao local após alertas de uma situação de extrema violência no seio familiar. À chegada, os agentes encontraram o suspeito no exterior da residência, num estado descrito como altamente agressivo e descontrolado.

De acordo com o comunicado, o homem arremessava pedras na direcção da companheira e do filho, que se encontravam no quintal da habitação, colocando em risco a integridade física de ambos.

Ataque com spray insecticida agravou a situação

A PSP revela ainda que o agressor se dirigiu posteriormente às vítimas, descarregando um spray insecticida directamente sobre a mulher e a criança, tendo lançado de seguida o frasco contra ambos.

No local, os agentes constataram um cenário de destruição evidente, com várias pedras espalhadas pelo quintal e vidros de uma das portas completamente partidos, sinais claros da violência exercida.

Histórico de violência doméstica entre o casal

O comunicado da PSP refere que o mais recente inquérito teve início em Agosto de 2025, existindo já vários processos antigos de violência doméstica envolvendo o mesmo casal ao longo dos últimos anos.

No entanto, sublinha a autoridade policial, a falta de testemunhos impediu, em ocasiões anteriores, o avanço da investigação e a responsabilização criminal do agressor.

Detenção e medidas de coacção aplicadas pelo tribunal

O indivíduo, de nacionalidade portuguesa, natural e residente na Região Autónoma da Madeira, foi interceptado no local e conduzido à Esquadra da PSP do Porto Santo, onde acabou por ser detido após as diligências de inquérito consideradas necessárias.

Após ser presente a primeiro interrogatório judicial, o arguido ficou sujeito a medidas de coacção rigorosas, nomeadamente:

  • Proibição de contactos com as vítimas;
  • Afastamento da residência, controlado por vigilância electrónica.

PSP apela à colaboração das testemunhas

A concluir, a Polícia de Segurança Pública deixa um alerta importante à comunidade, sublinhando que a colaboração das testemunhas é crucial nestes processos.

Segundo a PSP, as testemunhas conseguem muitas vezes substituir a voz da vítima, que, por medo, vergonha ou desvalorização da violência sofrida, acaba por permanecer em silêncio.

Casos de violência doméstica continuam a ser uma realidade preocupante na Região Autónoma da Madeira, reforçando a importância da denúncia e do apoio às vítimas.

Fonte: Diário de Notícias da Madeira

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