Suspeito de 49 anos foi detido pela Polícia Judiciária após alegada tentativa de homicídio durante a madrugada

Um homem, de 49 anos, foi detido pela Polícia Judiciária (PJ) por fortes suspeitas da prática de tentativa de homicídio contra a própria mulher, no concelho de Montemor-o-Novo. O caso, que está a chocar o país, terá ocorrido durante a madrugada, enquanto a vítima dormia.

Segundo informações avançadas pelo jornal Correio da Manhã, o suspeito terá esfaqueado a mulher na zona abdominal, surpreendendo-a enquanto esta se encontrava a descansar. Num cenário de extrema violência, o homem terá ainda tentado sufocá-la, deixando-a inanimada.

Agressão violenta e fuga do suspeito

Convencido de que a vítima estaria morta, o agressor abandonou o local. Antes de fugir, terá levado o telemóvel da mulher e trancado a porta do quarto, dificultando qualquer pedido imediato de socorro.

A mulher acabou por recuperar a consciência apenas na manhã seguinte. Ao aperceber-se da gravidade dos ferimentos, tentou desesperadamente pedir ajuda, batendo na porta da habitação. O alerta viria a ser dado várias horas depois, quando funcionários de um restaurante nas proximidades ouviram os seus pedidos e contactaram as autoridades.

Vítima hospitalizada e suspeito entregue às autoridades

A vítima foi rapidamente transportada para uma unidade hospitalar, onde permanece internada sob vigilância médica. O seu estado de saúde inspira cuidados, mas encontra-se estável, segundo fontes próximas do processo.

O suspeito colocou-se em fuga durante vários dias, acabando por se entregar voluntariamente num posto da GNR, no Bombarral. Neste momento, encontra-se detido e aguarda primeiro interrogatório judicial para aplicação das respetivas medidas de coação.

Investigação em curso por tentativa de homicídio e violência doméstica

O caso está agora sob investigação da Polícia Judiciária, que procura apurar todos os contornos desta alegada tentativa de homicídio, num contexto que poderá enquadrar-se igualmente em violência doméstica — um crime público em Portugal e que continua a registar números preocupantes.

Fonte: Sapo