Incêndios em São João e Jardim da Serra em Pleno Inverno

Fumo intenso, mobilização de várias corporações e suspeitas que levantam preocupação numa época atípica para fogos florestais.

🔥 Fogo em São João, no Funchal, ameaça habitações

As duas corporações de bombeiros do Funchal encontram-se desde as 6h20 desta segunda-feira a combater um incêndio em mato na zona de São João, numa ocorrência que gerou forte preocupação entre os moradores.

O fogo terá começado numa papeleira, expandindo-se rapidamente para a vegetação circundante e ameaçando várias habitações próximas. O intenso fumo que tomou conta da zona alarmou os vizinhos, que prontamente deram o alerta às autoridades.

No terreno estão duas viaturas com as respectivas tripulações dos Bombeiros Sapadores do Funchal e dos Bombeiros Voluntários Madeirenses, que continuam empenhados no combate às chamas e na proteção das habitações.

Apesar da rápida intervenção, o cenário inicial foi de grande tensão, devido à proximidade do fogo a zonas residenciais.

🔥 Incêndio no Jardim da Serra mobilizou três corporações

Já na tarde deste domingo, 22 de Fevereiro, um outro incêndio deflagrou na freguesia do Jardim da Serra, no concelho de Câmara de Lobos.

Segundo fontes da Proteção Civil, o alerta foi dado pelas 19h50, após o fogo ter sido detetado numa zona de mato no centro da freguesia. A resposta foi imediata, mobilizando os Bombeiros Voluntários de Câmara de Lobos, os Bombeiros Sapadores do Funchal e os Bombeiros Mistos da Ribeira Brava e da Ponta do Sol.

No total, estiveram no local 10 operacionais apoiados por três viaturas. Pelas 21 horas, o incêndio encontrava-se já em fase de rescaldo, evitando-se a propagação a outras áreas.

A ocorrência foi registada pela Polícia de Segurança Pública, que tomou conta da situação.

⚠️ Incêndios em pleno inverno levantam suspeitas

Estes dois incêndios registados em menos de 24 horas levantam interrogações, sobretudo por ocorrerem em pleno inverno, uma época em que este tipo de situação é pouco comum na Madeira.

Embora ainda não existam confirmações oficiais sobre as causas, fontes no terreno admitem que os incêndios apresentam contornos considerados estranhos para esta altura do ano, não sendo descartada a hipótese de mão criminosa.

A população espera agora que as investigações das autoridades esclareçam rapidamente as circunstâncias destes fogos, numa altura em que a Região ainda se encontra longe do habitual período crítico de incêndios florestais.