Governo Regional
 

Quase 60 mil madeirenses vivem em casas sobrelotadas após aumento dos preços da habitação

O Governo Regional da Madeira anunciou um reforço significativo na oferta pública de habitação, como resposta ao aumento preocupante do número de famílias que vivem em condições de sobrelotação habitacional. Segundo dados recentes, já são quase 60.000 madeirenses afetados por esta realidade.

Durante uma visita realizada esta manhã ao Jardim da Serra, o Presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, acompanhou o avanço da construção de um edifício com 15 novos apartamentos, financiados através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

Crise da habitação agravou-se no pós-pandemia

oferta pública
 

A situação da habitação na Região Autónoma da Madeira agravou-se significativamente após a pandemia, com o preço das casas a aumentar cerca de 40%. Este crescimento acentuado dificultou o acesso à habitação, especialmente para famílias com rendimentos mais baixos.

Atualmente, a taxa de habitação pública na Madeira situa-se nos 4,5%, um valor que o Governo pretende aumentar para 7%, superando assim a média registada no território continental.

Mais de 300 apartamentos até ao verão

Como parte desta estratégia, o Executivo Regional prevê entregar 303 novos apartamentos até ao verão, reforçando a resposta às necessidades habitacionais da população.

O edifício em construção no Jardim da Serra deverá estar concluído já em junho, permitindo acolher 15 famílias que atualmente enfrentam dificuldades no acesso à habitação digna.

Projetos futuros e papel das autarquias

Além deste projeto, a Câmara Municipal local já tem planos para avançar com novas construções, contribuindo para o aumento da oferta habitacional e para a redução da pressão sobre o mercado imobiliário.

O Governo destaca que estas iniciativas fazem parte de uma estratégia mais ampla para garantir habitação acessível na Madeira, sobretudo num contexto insular onde os desafios são acrescidos.

Risco de pobreza associado à insularidade

O Presidente sublinhou ainda que o risco de pobreza nas regiões insulares tende a ser mais elevado devido a fatores específicos da insularidade. Comparações com regiões como as Canárias e as Baleares demonstram que este fenómeno não é exclusivo da Madeira.

No entanto, foi destacado que risco de pobreza não significa necessariamente pobreza efetiva, sendo importante considerar variáveis económicas e sociais próprias de territórios insulares.

Compromisso com o futuro da habitação na Madeira

Com estes investimentos, o Governo Regional reforça o seu compromisso em melhorar as condições de vida dos madeirenses, apostando numa política de habitação que responda às necessidades atuais e futuras.

A construção de novas habitações públicas surge assim como uma das principais soluções para combater a crise habitacional na Madeira e garantir maior estabilidade social.