(Imagem criada com Inteligência Artificial)Roma — O cardeal José Tolentino de Mendonça lançou um sério alerta sobre os riscos da Inteligência Artificial (IA), afirmando que a humanidade poderá estar a caminhar para um cenário onde surge uma nova civilização marcada pela perda de liberdade e pela desigualdade.
Um momento fascinante, mas com riscos históricos
Durante a conferência do encontro "Vaticano in loco", o responsável do Dicastério para a Cultura e a Educação destacou que o mundo vive um momento de transformação sem precedentes, comparável à passagem das sociedades orais para a escrita.
Ainda assim, deixou um aviso preocupante: “Existe o risco do fim da humanidade como a conhecemos e o nascimento de uma nova civilização em que a maioria será escrava.”
Principais perigos da Inteligência Artificial
O cardeal identificou vários desafios críticos associados ao avanço da tecnologia:
- Desigualdade no acesso à IA
- Falta de responsabilidade das grandes empresas tecnológicas
- Sistemas pouco transparentes
- Possibilidade de despedimentos em massa
Estes fatores aumentam a preocupação global sobre o impacto da automação no emprego e na sociedade.
A posição da Igreja e o papel do Papa Leão XIV
O atual Papa, Leão XIV, tem seguido uma linha de pensamento inspirada em Leão XIII, defensor dos direitos dos trabalhadores na Revolução Industrial.
Recentemente, o pontífice alertou para os riscos da desumanização tecnológica e poderá abordar o tema numa futura encíclica.
No entanto, a Igreja não rejeita a tecnologia. Como referiu Tolentino de Mendonça: “As tecnofobias não ajudam. Não podemos viver contra a tecnologia, mas sim aprender a orientá-la.”
Equilíbrio entre inovação e ética
A mensagem central é clara: a Inteligência Artificial deve ser usada como ferramenta ao serviço do ser humano e não como substituto da sua dignidade.
“Pode ser uma vantagem extraordinária ou uma ameaça terrível. O importante é encontrar equilíbrio”, afirmou.
Valores fundamentais não podem ser ignorados
A Igreja reforça que existem princípios que devem ser preservados, independentemente da evolução tecnológica:
- Dignidade humana
- Igualdade entre pessoas
- Promoção da paz
O cardeal alertou também para o aumento do discurso de ódio nas plataformas digitais, agravado pelas novas tecnologias.
Desafios globais vão além da tecnologia
Além da IA, foram destacados outros problemas urgentes:
- Alterações climáticas
- Precariedade laboral
- Pobreza mundial
Segundo o cardeal, o futuro depende da capacidade de conjugar progresso tecnológico com responsabilidade social.
Conclusão: o futuro ainda depende das escolhas humanas
A Inteligência Artificial está a transformar rapidamente o mundo, mas o seu impacto final dependerá das decisões tomadas hoje.
Entre progresso e risco, a humanidade enfrenta um dos maiores desafios da sua história.
Fonte: Jornal da Madeira