O Tribunal do Funchal decretou a prisão preventiva dos três suspeitos restantes envolvidos num violento caso de sequestro agravado, agressões brutais e ameaças contra um jovem de 25 anos, na localidade de São Roque do Faial, na Madeira.
Medidas de coação aplicadas
Segundo informações oficiais, os arguidos — dois homens, de 19 e 29 anos, e uma mulher de 22 — foram ouvidos esta manhã em primeiro interrogatório judicial. Face à gravidade dos crimes imputados, o tribunal aplicou-lhes a medida de coação mais gravosa: prisão preventiva.
Recorde-se que já anteriormente um homem de 29 anos e uma mulher de 24 anos, também fortemente indiciados, tinham ficado em idêntica situação, elevando agora para cinco os detidos preventivamente no âmbito deste processo.
Os contornos do crime
A vítima esteve sequestrada durante cerca de três horas, tempo em que foi sujeita a violentas agressões físicas. O jovem foi repetidamente atingido com socos, cotoveladas, uma barra de ferro e até com um taco de basebol.
Após o sequestro, foi abandonado completamente despido, sem quaisquer pertences, num local isolado em zona de floresta, em São Roque do Faial. O cenário foi descrito pelas autoridades como de extrema crueldade e desumanidade.
Atuação da Polícia Judiciária
Os suspeitos foram detidos na semana passada pela Polícia Judiciária, que conduziu a investigação e conseguiu reunir provas suficientes para incriminar os autores. Depois de formalmente presentes a tribunal, todos foram transportados para o Estabelecimento Prisional do Funchal, onde permanecem a aguardar julgamento.
Repercussão na comunidade
O caso tem gerado enorme impacto na comunidade madeirense, que se mostra chocada com a violência extrema e a frieza demonstrada pelos agressores. A gravidade das acusações — que incluem sequestro agravado, ofensas à integridade física qualificada, gravações ilícitas e ameaça agravada — tornam este episódio um dos mais mediáticos e comentados dos últimos meses na região.
Com todos os arguidos em prisão preventiva, a sociedade aguarda agora o desenrolar do processo judicial e a responsabilização plena dos envolvidos.
Fuente: Jornal da Madeira
Sem comentários:
Enviar um comentário