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quinta-feira, 16 de outubro de 2025

Bombeiro agressor de Machico sai da prisão e fica com pulseira eletrónica.

Bombeiro agressor de Machico fica em casa com pulseira electrónica

Homem de 35 anos deixa prisão preventiva na Cancela e passa para regime de obrigação de permanência na habitação.

Decisão judicial altera medida de coacção

O bombeiro de 35 anos, detido após agredir violentamente a mulher em frente ao filho menor, em Machico, vai cumprir a medida de obrigação de permanência na habitação, com vigilância por pulseira electrónica. A decisão foi tomada esta quinta-feira pela juíza de instrução criminal, no âmbito da revisão periódica das medidas de coacção.

Apesar desta alteração, mantém-se a proibição de contactos com a mulher e o filho. A informação foi confirmada ao DIÁRIO pelo juiz presidente da Comarca da Madeira, Filipe Câmara.

Crimes de violência doméstica agravada

O arguido está indiciado da prática de dois crimes de violência doméstica agravados. O caso gerou forte indignação social, tanto na Ilha da Madeira como no restante país, após a divulgação de imagens de videovigilância que mostravam a agressão brutal em frente ao filho, de apenas 9 anos.

O episódio ocorreu cerca das 04h00 da madrugada de 24 de Agosto, na residência de um familiar da vítima. A Polícia de Segurança Pública (PSP) foi chamada ao local, identificando o agressor e prestando assistência imediata à mulher, que foi encaminhada para o Hospital Dr. Nélio Mendonça após ter sido atendida no Centro de Saúde de Machico.

Devido à gravidade das lesões, a mulher foi sujeita a uma intervenção cirúrgica.

“Estou profundamente arrependido”

Em declarações ao DIÁRIO, o homem admitiu a autoria das agressões e afirmou estar “profundamente arrependido dos seus actos”. Segundo o próprio, “na origem da agressão estiveram problemas conjugais”.

“Estamos casados há 18 anos. Vi umas mensagens e fiquei cego. Foi isso que aconteceu e peço desculpa”, disse o arguido, numa tentativa de justificar a violência.

Detenção e evolução do processo

O homem só foi detido a 26 de Agosto pela PSP e dois dias depois, em interrogatório judicial, a juíza determinou a prisão preventiva e proibição de contactos com a mulher e o filho, direta ou indiretamente.

Desde o início do processo, já se admitia a possibilidade de substituição da prisão preventiva pela medida de obrigação de permanência na habitação. No primeiro interrogatório, a magistrada ouviu os pais do arguido para avaliar as condições logísticas e de segurança para a aplicação desta medida alternativa.

Indignação social e debate sobre violência doméstica

Este caso tem reacendido o debate público sobre violência doméstica em Portugal, especialmente quando envolve crianças que testemunham agressões. A Madeira, nos últimos anos, tem registado um aumento de denúncias, e este episódio em Machico reforçou a pressão sobre o sistema judicial para garantir proteção efetiva às vítimas.

Organizações de apoio à vítima sublinham que a violência doméstica é um crime público, e que o acompanhamento psicológico da criança será fundamental para minimizar os traumas causados.

#Machico #ViolênciaDoméstica #JustiçaPortuguesa

Fonte: Diário de Notícias da Madeira

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