sábado, 17 de janeiro de 2026

Falso Funcionário da EEM Lesa Empresas Madeirenses em Mais de 24 Mil Euros

Falso Funcionário da Empresa de Electricidade da Madeira Sacou Mais de 24 Mil Euros a Empresas

Durante seis meses, um homem de 38 anos enganou várias empresas madeirenses, alegando dívidas de energia, e conseguiu transferências de 24.181 euros.

Como O Golpe Foi Executado

O arguido, residente na grande Lisboa, fez-se passar por funcionário da Empresa de Electricidade da Madeira (EEM) e contactou diversas empresas na Madeira entre 2 de Dezembro de 2024 e 5 de Junho de 2025. Com ameaças de corte do fornecimento de energia, pressionava os responsáveis empresariais a efetuarem transferências imediatas para saldar supostas dívidas.

O golpe era cuidadosamente planeado: o arguido fornecia referências de pagamento eletrónico que eram, na realidade, controladas por si, garantindo que o dinheiro fosse transferido diretamente para a sua posse.

Quantias Involvidas e Consequências Legais

Ao longo destes seis meses, o homem conseguiu obter 24.181 euros de forma ilícita. Graças à investigação da Polícia Judiciária, o arguido foi detido a 10 de Julho passado e colocado em prisão preventiva.

O Ministério Público junto da Comarca da Madeira anunciou recentemente o despacho de acusação, e o homem deverá responder perante o Tribunal do Funchal por 23 crimes de burla qualificada, considerando-se que fazia do engano o seu modo de vida.

Medidas Solicitadas pelo Ministério Público

Na acusação, o MP solicita a declaração da perda do valor obtido com os crimes, garantindo que os 24.181 euros obtidos indevidamente sejam recuperados. As autoridades reforçam a importância de verificar sempre a autenticidade de pedidos de pagamento e contactar diretamente as empresas prestadoras de serviços.

Impacto na Comunidade Empresarial Madeirense

Este caso alerta para a crescente sofisticação de golpes por telefone que visam empresas, em particular na Madeira. Empresários devem manter cautela perante alegadas dívidas de serviços essenciais e desconfiar de pressões para pagamentos imediatos.

Fonte: Diário de Notícias da Madeira

Sem comentários:

Enviar um comentário