Mandado de detenção internacional levou à captura pela Polícia Judiciária na Madeira
Um homem estrangeiro, de 47 anos, procurado pelas autoridades judiciárias do Cazaquistão, foi detido no Funchal na passada quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ), na sequência do cumprimento de um mandado de detenção internacional.
Em causa estão crimes de burla qualificada e falsificação de documentos, praticados no ano de 2023, que lesaram gravemente mais de 1.000 vítimas, segundo informação oficial divulgada pela PJ.
Esquema financeiro lesou mais de mil pessoas
De acordo com as autoridades, o suspeito era proprietário de uma empresa de concessão de empréstimos e terá desenvolvido um esquema fraudulento que passava pela alteração da finalidade dos contratos através da falsificação de documentação oficial.
Esta prática levou a que centenas de clientes acabassem por pagar juros extremamente elevados, muito acima dos valores legalmente estabelecidos, causando graves prejuízos financeiros a mais de um milhar de pessoas.
Risco de até 10 anos de prisão no país de origem
Segundo as autoridades do Cazaquistão, o homem agora detido poderá incorrer numa pena máxima de 10 anos de prisão, caso venha a ser extraditado e condenado pelos crimes de que é acusado.
A cooperação internacional entre as autoridades permitiu localizar o suspeito em território nacional, mais concretamente na cidade do Funchal, Ilha da Madeira, onde se encontrava a residir.
Arguido aguarda extradição em prisão preventiva
Após a detenção, o indivíduo foi presente ao Tribunal da Relação de Lisboa – Extensão da Madeira, onde lhe foi aplicada a medida de prisão preventiva.
O homem irá agora aguardar os ulteriores termos do processo de extradição, permanecendo detido enquanto decorrem os trâmites legais necessários para a sua eventual entrega às autoridades do seu país de origem.
Polícia Judiciária reforça combate ao crime internacional
Este caso evidencia, uma vez mais, o papel ativo da Polícia Judiciária na cooperação internacional e no combate ao crime económico e financeiro transnacional, reforçando a segurança e a credibilidade do sistema judicial português.
As autoridades continuam a apelar à colaboração da população e ao reporte de situações suspeitas, sublinhando que Portugal, incluindo a Região Autónoma da Madeira, não é refúgio para criminosos procurados internacionalmente.
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