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segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Restos de árvore abatida permanecem junto à Igreja do Rosário em São Martinho

Os restos de uma canforeira abatida junto à Igreja de Nossa Senhora do Rosário continuam no local há semanas, gerando contestação e preocupação entre moradores.

Árvore abatida em frente à igreja de São Martinho

Os restos lenhosos de uma árvore abatida junto à Igreja de Nossa Senhora do Rosário, em São Martinho, continuam no local vários dias após o corte. A árvore, uma canforeira, foi abatida por apresentar perigo real de queda, segundo afirmou o cónego Manuel Martins, mas o abate gerou polémica e diversas críticas nas redes sociais.

O cónego respondeu às acusações a 9 de agosto, considerando-as “falsas e injustas” e reforçando que a decisão não foi tomada por capricho. Explicou ainda que a árvore estava gravemente doente e representava perigo para os alunos e docentes da EB1 de São Martinho, bem como para o património edificado, incluindo a própria igreja.

Autorização do IFCN e risco de incêndio

O abate foi autorizado pelo IFCN – Instituto das Florestas e Conservação da Natureza da Madeira, após emissão de parecer técnico fundamentado. No entanto, a questão que mais preocupa a população neste momento não é a legitimidade do corte, mas sim o facto de, passadas várias semanas, os restos da canforeira ainda se encontrarem no local.

Com as altas temperaturas registadas na Madeira, cresce o receio de que os resíduos possam ser facilmente inflamados, caso alguém atire uma beata de cigarro ou um fósforo. Esta situação coloca em risco não só a igreja e a escola, mas também todo o património circundante, tornando o espaço um potencial foco de incêndio.

História da Igreja de Nossa Senhora do Rosário

A freguesia de São Martinho foi separada da de São Pedro no final do século XVI. No local existia inicialmente uma pequena capela, construída por Afonso Anes, em homenagem a São Martinho. Mais tarde, a igreja foi ampliada e reconstruída em várias fases, tendo sofrido uma grande transformação em 1735.

No século XIX iniciou-se a construção do atual templo, cuja primeira pedra foi lançada a 8 de julho de 1883, embora os trabalhos apenas tenham avançado no século XX. A sagração da Igreja aconteceu a 24 de junho de 1918. A partir de 1940, com a transferência do cemitério central para os terrenos anexos, o antigo edifício passou a funcionar como capela funerária.

Alerta à população

Perante este cenário, moradores e fiéis pedem uma intervenção rápida para a remoção dos restos da canforeira abatida. A presença da madeira seca junto ao templo histórico é vista como um perigo adicional em tempos de calor intenso, podendo transformar-se num incêndio indesejado em pleno coração de São Martinho.

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