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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Dique do Mondego rompe em Coimbra e provoca risco elevado de colapso

Rutura junto à ponte dos Casais condiciona a A1 e deixa agricultores e autoridades em alerta máximo

Uma situação crítica e preocupante está a desenvolver-se no distrito de Coimbra, após o rebentamento do dique da margem direita do Rio Mondego, na zona dos Casais, durante a tarde desta quarta-feira. O incidente ocorreu junto ao viaduto da Autoestrada 1 (A1), provocando o corte total da circulação rodoviária entre os nós de Coimbra Norte e Coimbra Sul.

A informação foi confirmada à agência Lusa pelo presidente da Associação de Agricultores do Vale do Mondego, que alertou para o risco real de novos colapsos ao longo do canal principal do rio.


A1 cortada nos dois sentidos após rutura do dique

Segundo comunicado da BCR – Brisa Concessão Rodoviária, a Autoestrada A1 encontra-se cortada em ambos os sentidos, entre os quilómetros 198 e 189, devido à instabilidade provocada pela rutura do dique. As autoridades rodoviárias pedem aos condutores que evitem a zona e sigam percursos alternativos, uma vez que não existe, para já, previsão para a reabertura da via.

A rutura terá ocorrido por volta das 17h45, momento em que João Grilo, empresário agrícola com propriedades nas imediações, se encontrava a vistoriar as margens do Mondego. Segundo o próprio, a água começou a galgar rapidamente, levando ao colapso de parte do dique.

Proteção Civil confirma ocorrência junto à ponte da A1

Uma fonte da Proteção Civil confirmou que a rutura ocorreu na margem direita do Rio Mondego, ao quilómetro 191, muito próximo da ponte da A1. Equipas de emergência foram imediatamente mobilizadas para o local, encontrando-se a monitorizar a evolução da situação hidrológica.

De acordo com os dados recolhidos no terreno, o caudal do rio encontra-se elevado, aumentando a pressão sobre os restantes troços do dique, alguns deles já fragilizados pelas chuvas intensas registadas nos últimos dias.

Perigo de novo rebentamento mais a montante


O cenário poderá agravar-se nas próximas horas. Segundo João Grilo, existe um perigo iminente de novo rebentamento, também na margem direita, junto ao Centro Hípico de Coimbra, localizado mais a montante. Caso esta situação se confirme, áreas agrícolas, infraestruturas e acessos rodoviários poderão ficar severamente afetados.

Os agricultores da região manifestam grande apreensão, alertando para prejuízos avultados nas culturas e para o risco de inundação de terrenos produtivos, num vale já historicamente vulnerável a cheias.

Autoridades mantêm vigilância permanente

As autoridades locais e nacionais garantem que a situação está a ser acompanhada ao minuto. Técnicos especializados avaliam a estabilidade dos restantes troços do dique do Mondego, enquanto a Proteção Civil apela à calma da população e ao cumprimento rigoroso das indicações de segurança.

Este incidente volta a levantar questões sobre a manutenção das infraestruturas hidráulicas e a necessidade de investimentos estruturais para prevenir situações semelhantes no futuro, sobretudo em períodos de precipitação extrema.

A evolução do estado do dique e da circulação na A1 será atualizada assim que existam novas informações oficiais.

Fonte: Correio da Manhã

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