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domingo, 25 de janeiro de 2026

Autoridades portuguesas apreenderam 9.000 quilos de cocaína num semissubmersível

(Imágem de referência gerada co AI)

Uma operação histórica no combate ao narcotráfico internacional coloca Portugal no centro da luta contra o tráfico transcontinental de droga.

Operação “Adamastor” trava carregamento milionário de cocaína

As autoridades portuguesas apreenderam quase nove toneladas de cocaína transportadas num semissubmersível intercetado em pleno oceano Atlântico, a cerca de 230 milhas náuticas dos Açores. Segundo a Polícia Judiciária (PJ), esta operação poderá representar a maior apreensão de cocaína alguma vez realizada em território nacional.

A ação, realizada na passada sexta-feira, decorreu em condições extremas de perigosidade, fortemente condicionadas pelo mau estado do tempo, envolvendo uma operação conjunta da Polícia Judiciária, Marinha Portuguesa e Força Aérea.

Quase 9.000 quilos de droga destinados à Europa

Em conferência de imprensa realizada na sede da PJ, em Lisboa, o diretor da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes (UNCTE), Artur Vaz, revelou que foram recuperados cerca de 265 fardos de cocaína, estimando-se um peso total muito próximo das nove toneladas.

De acordo com as autoridades, o semissubmersível transportava inicialmente cerca de 300 fardos, mas aproximadamente 35 acabaram por afundar juntamente com a embarcação, impossibilitando a sua recuperação.

Tripulação resgatada antes do naufrágio

A bordo do semissubmersível, proveniente da América do Sul e com destino a vários pontos da Europa, seguiam três cidadãos colombianos e um venezuelano. Todos foram resgatados em segurança antes do naufrágio da embarcação.

Este tipo de meio marítimo é frequentemente utilizado por redes internacionais de narcotráfico devido à sua baixa deteção por radares, representando um desafio crescente para as autoridades de segurança.

Cooperação internacional decisiva

A operação “Adamastor” contou com uma estreita colaboração internacional, envolvendo autoridades dos Estados Unidos e do Reino Unido, no âmbito do Centro de Análise e Operação Marítimas – Narcóticos (MAOC-N).

Segundo a PJ, esta articulação foi fundamental para o sucesso da interceção, reforçando o papel estratégico de Portugal no combate ao tráfico de droga por via marítima no Atlântico.

Investigação continua nos Açores

A investigação prossegue agora sob a coordenação da Polícia Judiciária, em articulação com autoridades internacionais, no âmbito de um inquérito tutelado pelo DIAP da Comarca dos Açores.

Este caso volta a evidenciar a importância geoestratégica do arquipélago dos Açores e do território português nas rotas do narcotráfico global, reforçando a necessidade de vigilância marítima permanente.

Fonte: Diário de Notícias da Madeira

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